Volta à página principal Título Bairro da Urca  
 

   
       
     Reduto de São José   
 
Colab. Cel. Thadeu Marques de Macedo

 

A História da Cidade do Rio de Janeiro, em seus primórdios, confunde-se com a História do Brasil, materializada e perpetuada através de seus monumentos, fortes e edificações restaurados e preservados.

Em 1º de março de 1565, Estácio de Sá fundou, na Urca, entre os Morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, a Cidade do Rio de Janeiro. Nesse mesmo local foi erguida a Fortaleza de São João, constituída por três Redutos (pequenos fortins também chamados de Baterias): São Martinho-1565; São Teodósio-1572 ; São José-1578 e São Diogo-1618.

Em 1872, o Reduto São José foi inteiramente reformado e equipado por ordem de D. Pedro II, em consequência do episódio conhecido como “Questão Christie”. Depois de uma obra monumental, o novo Forte São José passou a ter um conjunto de 17 casamatas, construídas em pedras em cantaria, encimadas por plataformas e parapeitos, todos em granito. O conjunto foi completado por um grande paiol em abóbada, à prova das armas da época. Foi equipado com 15 canhões anti-carga  Whitworth, calibre 70 lb nas casamatas e 20 canhões de  calibre menor.

A restauração do Forte São José será o ponto culminante de um grande complexo turístico-cultural dentro da Fortaleza de São João, que já está recebendo a visitação de escolas interessadas em mostrar aos seus alunos o palco de tantos momentos históricos importantes.

Pode-se conhecer a Praça da Fundação da Cidade onde o piso geométrico, em pedra portuguesa, faz o desenho da Cruz de Malta, contornada com fibra ótica, que pode ser observada do Pão de Açúcar ou dos aviões que fazem a ponte-aérea Rio-São Paulo.

Ao lado da praça, também receberam iluminação especial as muralhas históricas dos Redutos São Martinho, São Diogo e o portal da muralha, tombado pelo IPHAN.

Os visitantes podem ainda optar entre conhecer o morro Cara de Cão, considerado Área de Preservação Ambiental pelo IBAMA, ou visitar o Museu do Desporto do Exército, já que a Fortaleza foi o primeiro Centro de Capacitação Física do Brasil.

 
Associação de Moradores e Amigos da Urca   
 
 
Curiosidades do Bairro   
Fotos artísticas e históricas do bairro da Urca   
Pinturas antigas retratando a baía de Guanabara e o Pão de Açúcar.   
Serviços no bairro, telefones, endereços.   
Mapas interessantes da Urca antiga.   
sem link  
Legislação específica da Urca, o PEU, tombamentos.   
Memória de fatos importantes da história recente do bairro da Urca   
Foto da Urca   
 
Para falar com o Webmaster do site Urca.net

Muitos cariocas não conhecem, realmente, o local da Fundação da sua Cidade, onde tudo começou, e tampouco sentiram o encanto da História viva que ainda se encontra no local.

 
 

 

Um outro passo importante, no campo histórico- cultural que a Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pessoal e Fortaleza de São João está dando, é a criação do Museu Histórico da Fortaleza de São João, a ser inaugurado no paiol do Forte São José, em abril  de 2008.

 
 

 Forte São José

Forte São José

Forte São João - pista - Escola Educação Física do Exército

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História e Origens da Faculdade Nacional de Medicina e sua ligação com a Urca

 
 

Adaptação do original de Raimundo Grossi




Faculdade Nacional de Medicina

Fundação e Primeiros Séculos

 

          A Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro foi criada em 5 de novembro de 1808, por Carta Régia do Príncipe Regente Dom João (VI), com o nome Escola de Anatomia, Medicina e Cirurgia. Ela foi instalada no Hospital Militar do Morro do Castelo no Rio de Janeiro. 

          Em 1813 foi formalizada como Academia Médico-Cirúrgica, com autonomia para formar médicos no Brasil. 

          Em 3 de outubro de 1832, durante a Regência Trina, a Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro (e de Salvador) foi transformada em Faculdade de Medicina por lei oficial.

 

A Faculdade em Diferentes Endereços

     

    Em 1856, a Faculdade foi transferida para o prédio do Recolhimento das Órfãs (atual Santa Casa de Misericórdia), permanecendo quase um século lá. 

          Em 12 de outubro de 1918, foi inaugurado o magnífico prédio na Praia Vermelha (Urca), obra que viria a se tornar um ícone da Medicina brasileira. 

 

 

A Faculdade Nacional de Medicina na Praia Vermelha

 

Símbolo de Prestígio Acadêmico

          A sede própria na Praia Vermelha foi considerada uma das mais belas e importantes instituições de ensino médico no Brasil. O edifício, com arquitetura eclética e grande presença urbana, abrigou muitas gerações de estudantes até o início da década de 1970. 

          Frequentemente citada como símbolo da tradição e excelência da educação médica no país, a Faculdade na Urca era também um centro de convivência acadêmica intensa entre professores, alunos e funcionários. 

 

Integração à Universidade

          Em 7 de setembro de 1920, com a criação da Universidade do Rio de Janeiro, a Faculdade de Medicina tornou-se parte dessa universidade, junto com as Faculdades de Direito e a Escola Politécnica. 

          Com a criação da Universidade do Brasil em 1937, a faculdade passou a ter o nome formal de Faculdade Nacional de Medicina. 

          Em 1965, a Universidade do Brasil foi transformada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e a Faculdade continuou sua tradição acadêmica integrada à nova estrutura.

 

 

 

O “Massacre da Praia Vermelha”

          Um dos episódios mais dramáticos da história da Faculdade ocorreu na madrugada de 22 de setembro de 1966, quando cerca de 600 estudantes foram cercados no prédio em protesto contra a repressão do regime militar e outras imposições autoritárias.

          Policiais e tropas invadiram a Faculdade, espancando estudantes e reprimindo a mobilização — episódio que ficou conhecido como Massacre da Praia Vermelha, e que marcou fortemente o movimento estudantil e a memória universitária no Brasil.

 

 

Transferência para o Fundão e Demolição

 

Mudança de Campus

          Em 1973, por determinação institucional e dentro do contexto da Reforma Universitária do regime militar, a Faculdade de Medicina foi transferida da Praia Vermelha para o Campus da Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, onde permanece até hoje.

 

Demolição do Prédio

          Em 1975, durante o governo do Regime Militar (Governo Médici), o histórico prédio da Faculdade Nacional de Medicina da Praia Vermelha foi demolido.

          A demolição representou não apenas o fim físico do edifício, mas um apagamento simbólico da memória acadêmica e cultural ligada à formação médica no Brasil.

          Segundo registros e historiadores, a justificativa oficial envolvia intenção de financiar novas obras e modernizações, e acabou se inserindo em um projeto urbano-político maior, característico do regime naquele período.

Legado e Memória

 

Importância Histórica

          A Faculdade de Medicina da Praia Vermelha foi um dos mais tradicionais centros de formação médica no Brasil, com raízes que remontam ao início do ensino médico formal no país.

          Professores, pesquisadores e alunos que passaram pela Faculdade contribuíram significativamente para a saúde pública e desenvolvimento da Medicina no Brasil.

 

Preservação da Memória

          Hoje, parte dessa memória é reconstruída por historiadores, ex-alunos e projetos de preservação da memória universitária, inclusive com registros, livros e materiais que resgatam a história da Faculdade e do antigo campus da Praia Vermelha.

 

 

Resumo Cronológico

          1808 — Fundação da Escola de Anatomia, Medicina e Cirurgia (primeira instituição de medicina do Brasil). 

          1918 — Inauguração do prédio da Faculdade de Medicina na Praia Vermelha. 

          1920 — Integração à Universidade do Rio de Janeiro. 

          1937 — Renomeada Faculdade Nacional de Medicina. 

          1966 — Massacre da Praia Vermelha (repressão estudantil). 

          1973 — Transferência para o Fundão (UFRJ). 

          1975 — Demolição do prédio histórico.